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📷 arquivo pessoal, 2022

[📣 alerta de textão]

Ato de resistência tem sido ser mulher dentro dessa sociedade doente, é repugnante, vem o gosto amargo na boca.

Não foi fácil acompanhar as últimas semanas dos noticiários. Fomos queimadas na fogueira em pleno século XXI, como na caça às bruxas que aconteceu no período da inquisição, no século XVI. Amarradas, amordaçadas, ameaçadas. Sofremos abusos TODOS os dias: de poder, físico, psicológico… não consigo enumerar, porque são infinitos. Nascer menina é ser inferior, condição criada pelo sistema patriarcal séculos atrás.

Estamos em 2022 e continuamos DOMINADAS pelo patriarcado. Chego a duvidar que um dia estaremos livres do MACHISMO e que seremos respeitadas.

Hoje estou cansada – resolvi me acolher – o chocolate é para disfarçar o amargo da boca, a frase é para não esquecer que somos resistentes. Amanhã começamos novamente, não vou desistir de desejar IGUALDADE e RESPEITO, sempre. JUNTAS.

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#2dose

vacina sim

Uma jacaré passando na sua timeline 🐊

Não é sobre política é sobre vidas. Tomei a segunda dose da vacina hoje, um dia carregado de significados e sentimentos. Há muita gratidão mas também tristeza. Penso nas inúmeras famílias que perderam os seus, porquê o acesso a vacina foi negado por quem está no poder, sim, temos um responsável por isso, na verdade não um, vários. Isso revolta. Fui com meu cartaz, um “grito” único, mas que se junta a tantos outros. Juntas e juntos a gente chega lá, lembra que o combinado é: “ninguém solta a mão de ninguém”?

Parabenizei toda a equipe de vacinação, da Unidade Básica de Saúde – UBS, fiz questão de agradece-las, eram todas mulheres, me senti representada, o mundo é nosso. No momento tenho apenas um desejo: que a vacina chegue para TODXS, é NOSSO DIREITO. Não tenho mais como ficar calada, o limite foi atingido.

Então, se cuidem, usem máscara, lavem as mãos, mantenham o distanciamento social. Tomem a vacina. Isso é respeito.

Vacina SIM! Vacina SALVA!

#vacinasim #salveosus #elenão

imagem arquivo pessoal, 2021

Nota

cenas de terror hoje

As cenas de terror – racismo brutal – que o noticiário apresentava enquanto tomava meu café me causaram ânsia. Não consegui beber mais nenhum gole do líquido que ainda preenchia a xícara. Estarrecida paralisei. Lembro apenas de olhar para o alto e perguntar: “até quando o racismo nos mostrará cenas de terror?”. Com os olhos encharcados levantei da mesa e segui em silêncio.