Citação

citação

SOLNIT, Rebeca. A mãe de todas as perguntas: reflexões sobre os novos feminismos ; tradução Denise Bottmann – 1ª ed. – São Paulo: Companhia das Letras, 2017. p. 28

A tranquilidade de um lugar quieto, da quietude do nosso espírito, da recusa das palavras e da agitação é igual, em termos acústicos, ao silêncio da intimidação ou da repressão, mas, em termos psíquicos e políticos, é algo totalmente diferente. O que não se diz pela busca da serenidade e da introspecção é diferente do que não se diz porque os riscos são grandes ou as barreiras são impeditivas, do mesmo modo como nadar é diferente de se afogar. A quietude está para o barulho assim como o silêncio está para a comunicação.

KAUR, Rupi. Meu corpo minha casa / tradução de Ana Guadalupe. – São Paulo: Planeta, 2020. p.30

não há nada de errado com você

isso é crescimento

isso é transformação

decidir se proteger

se perder na multidão

tentar se resolver

sentir que alguém te usou

e não teve consideração

perder a esperança

ficar sem energia

isso é medo

isso é reflexão

isso é sobrevivência

isso faz parte da vida

– jornada

talvez Jung me entenda…

“Quando alguma coisa escapa da nossa consciência, essa coisa não deixou de existir, do mesmo modo que um automóvel que desaparece na esquina não se desfez no ar. Apenas o perdemos de vista. Assim como podemos, mais tarde, ver novamente o carro, também reencontramos pensamentos temporariamente perdidos.

Parte do inconsciente consiste, portanto, de uma profusão de pensamentos, imagens e impressões provisoriamente ocultos e que, apesar de terem sido perdidos, continuam a influenciar nossas mentes conscientes. Um homem desatento ou “distraído” pode atravessar uma sala para buscar alguma coisa. Ele par parecendo perplexo; esqueceu o que buscava. Suas mãos tateiam pelos objetos de uma mesa como se fosse um sonâmbulo; não se lembra do seu objetivo inicial, mas ainda se deixa, inconscientemente, guiar por ele. Percebe então o que queria. Foi o seu inconsciente que o ajudou a se lembrar”.

JUNG, C. G. O homem e seus símbolos. tradução de Maria Lúcia Pinho. – 3ª. ed. especial. – Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2016.

*créditos da imagem clique

Nota

Do que li…

ATWOOD, M. O Conto da Aia. Trad. de Ana Deiró. Rio de Janeiro: Rocco, 2017. p.267

Não quero estar contando essa história.

Não quero contá-la. Não tenho que contar nada, nem para mim mesma nem para mais ninguém. Poderia apenas ficar aqui sentada, sossegadamente. Poderia me retirar. É possível ir tão longe para dentro, descer tão fundo e recuar tanto, que eles jamais conseguiriam fazer você sair.

crédito da imagem Pinterest

Clube de leitura

Estou fazendo parte de um clube de leitura, a ideia proposta era reler algum livro.

Escolhi o livro de Poemas, de Florbela Espanca.

Cheguei a seguinte conclusão:

É impressionante a diferença de entendimento que temos com leituras realizadas em tempos distintos.

Além da maturidade, que adquirimos com o tempo, o momento presente também contribui para ressignificar nossas leituras.

Chego a arriscar que sempre daremos “peso” às nossas leituras de acordo com o momento vivido.

Reler alguns poemas de Florbela, me trouxe memórias que estavam escondidas. Acho que só agora consegui entender melhor Florbela, no momento certo.

Citação

Dos livros que li…

DOEDERLEIN, João. O livro dos ressignificados. 1ª e. – São Paulo: Paralela, 2017. p.149

tatuagem (s.f.)

é cicatriz que a alma fecha. é marca de nascença que a vida se esqueceu de desenhar, e a agulha não. é quando o sangue vira tinta. é a história que eu não conto em palavras. é quadro que eu resolvi não pendurar na parede da minha casa.

é quando eu visto minha pele nua com arte.

ressignificar

* imagem arquivo pessoal, 2021.