Do que li…

ATWOOD, M. O Conto da Aia. Trad. de Ana Deiró. Rio de Janeiro: Rocco, 2017. p.133

Sei onde estou, e quem sou, e que dia é hoje. Esses são os testes, e estou sã. A sanidade é um bem valioso; eu a guardo escondida como as pessoas antigamente escondiam dinheiro. Economizo sanidade, de maneira a vir a ter o suficiente, quando chegar a hora.

mulheres são fortes

Terminei a leitura do livro: Um teto todo seu, de Virginia Woolf, faz alguns dias. Estou buscando conhecer um pouco mais sobre a história das mulheres, a minha – nossa na verdade. Um passado de dor, luta e também conquistas. A nossa história jamais será uma lenda, a história das mulheres é difícil de ser imaginada. Iniciei a leitura logo em seguida – para não perder o “embalo” – do livro: O conta da Aia, de Margaret Atwood – confesso que levei um susto – cheguei a me questionar se já não estaríamos vivendo como essas mulheres descritas no livro, depois da leitura penso em assistir a adaptação feita para o cinema – há filme e série. Me removi das redes sociais neste final de semana – preciso de pausa – têm muito o que ser ajustado aqui dentro. Aproveitei o off-line e apertei o play na série Maid, da Netflix, mais uma história sobre a vida das mulheres, que história. O que passaram, o que passamos e o que ainda iremos passar por sermos mulheres? Somos fortes, nossas ancestrais lutaram por nós e nós estamos lutando por aquelas que virão. Há um nó difícil de desatar, o patriarcado, sempre imbricado em nossa história. Espero que não seja apenas um desejo utópico – desfazer esse laço apertado da nossa garganta. Que sigamos fazendo a nossa história. Mulheres são fortes – não tenho a menor dúvida.

dos estudos sobre autoconhecimento

[…] autorretrato: fragmentos de uma busca de si e da sua projeção, colocando em
cena um sujeito que embora ainda não se reconheça sempre como tal, age sobre situações, reage a outras, ou, ainda, deixa-se levar pelas circunstâncias.

JOSSO, Marie-Christine. Experiências de vida e formação.2ed.rev e ampl. Natal, RN: EDUFRN; São Paulo: Paulus, 2010. p. 91

Estudos iniciados

DEL PRIORE, Mary. Sobreviventes e guerreiras: uma breve história das mulheres no Brasil: 1500-2000 – São Paulo: Planeta, 2020.

Resistir, manter acesa a chama efêmera da existência, aguentar, sobreviver. “Resistir”, cuja etimologia vem de stare e que significa ficar de pé. Resistimos como respiramos, por exemplo. Resistimos para sobreviver e também para defender nosso valores, sem os quais a vida não tem sentido. O bom é que, ao longo dos tempos, a matéria da qual somos feitas, ou seja, nossa cultura mestiça, resiste cada vez mais e melhor às pressões. E, longe de esconder os conflitos, nós os levamos para a praça pública a fim de encontrar soluções para a violência e para a desigualdade, soluções em que o grito seja substituído pelo diálogo e a concorrência, pela colaboração.