
Alerta de textão na madruga
Sempre tive muito cuidado ao escutar uma história que chega, principalmente quando têm mais pessoas envolvidas. É claro que quem conta apresenta apenas uma perspectiva, aquilo que aprendemos em física, no segundo grau: “tudo depende do ponto de referência”. Considero que para me posicionar é prudente escutar todas as partes envolvidas, regra básica do direito – não sou advogada.
Me entristece escutar sobre histórias que são contadas por aí sem o devido cuidado. Viram redemoinhos enormes que nos atingem em cheio, derrubam e fazem chorar. Machuca, fere e faz doer.
Tenho alguns arranhões nos joelhos – quem não? Há uma história sendo contada, se ainda não me escutaram sinto muito, meus redemoinhos são silenciosos. Talvez um dia eu os transformem em música.
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(Canto de Oyá – Rosa Amarela)
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Minha mãe me ensinou / A ser brisa quando puder / E também me deu / A valentia de mil búfalos em uma mulher.
[…]
Que eu sou filha do vento / E não me rendo, ao mal tempo”
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texto meu. fotografia @lobo_lidiane