Status

[esperamos]

Hoje, aguardamos ansiosas e ansiosos por uma notificação na tela do celular. Nos obrigaram a permanecer off-line. Tudo parou de repente. Sem aviso prévio. Talvez vocês, assim como eu, pensou ter consumido o pacote de dados antes do prazo, além de reiniciar o celular, acreditando que tudo seria resolvido, não resolveu.

A câmera funcionava. Fotografei o instante da espera. Milésimo de segundo congelado no tempo. Pausei a existência de ser. Me recuso a sucumbir. Sou esta fotografia, a mulher entre o azul, amarelo e vermelho.

“Fotografar, é colocar na mesma linha, a cabeça, o olho e o coração” (Henri Cartier-Bresson).

imagem arquivo pessoal, 2021

Nota

Paulo Freire e fotografia

Soube do documentário “Fonemas da Liberdade”, em comemoração ao centenário de Paulo Freire, uma amiga compartilhou em sua rede social. Quase ao mesmo tempo recebi de outra amiga algumas fotografias que ela havia registrado. Quem me conhece sabe que amo receber registros fotográficos, dos mais variados temas.

As imagens revelavam um olhar atento, dela, para a beleza que estava no meio do caminho. Falei que iria escrever um texto para uma das fotografias. Abri o link do documentário para assistir, me “pegou de jeito”, impossível não se emocionar. A educação transforma e ponto final.

A sincronicidade do universo me trouxe até esse texto que escrevo agora. As fotografias que recebi eram imagens de elementos do campo. O documentário apresenta o trabalho de alfabetização promovido por Paulo Freire, em Angicos, cidade do Rio Grande do Norte. O que têm em comum? Os registros fotográficos serem utilizados como suporte para o ensino e construção cultural.

Abaixo recorte da fala de Freire, que fiz questão de transcrever, para não esquecer.

“E evidentemente que não há nenhuma palavra escrita. E ao perguntar: “O que vemos nós aqui, nisto?” Evidentemente que eles começavam um processo de descrição do que está visto aqui.
[…]
Quer dizer, em uma discussão como esta, os analfabetos, em primeiro lugar, se reveem na situação concreta deles, da sua experiência existencial. Em segundo lugar, vão descobrindo a pouco e pouco, que é exatamente através da ação que os seres humanos exercem sobre a realidade concreta que eles não fizeram, que eles podem transformá-la. Mas na medida em que transformam essa realidade, eles criam produtos do seu trabalho. E esses produtos terminam por constituir-se em elementos culturais. Então o analfabeto, nesta hora, por exemplo, percebia que transformar a realidade com seu trabalho, com a sua ação e a sua reflexão é uma forma de criar e recriar o mundo. Por tanto de assumir um papel de sujeito transformador e não de objeto.

Para saber mais clica nos links abaixo

FONEMAS DA LIBERDADE | DOCUMENTÁRIO INÉDITO | CENTENÁRIO PAULO FREIRE – TVEBA

📷 @luccienemedeiros

Imagem

#2dose

vacina sim

Uma jacaré passando na sua timeline 🐊

Não é sobre política é sobre vidas. Tomei a segunda dose da vacina hoje, um dia carregado de significados e sentimentos. Há muita gratidão mas também tristeza. Penso nas inúmeras famílias que perderam os seus, porquê o acesso a vacina foi negado por quem está no poder, sim, temos um responsável por isso, na verdade não um, vários. Isso revolta. Fui com meu cartaz, um “grito” único, mas que se junta a tantos outros. Juntas e juntos a gente chega lá, lembra que o combinado é: “ninguém solta a mão de ninguém”?

Parabenizei toda a equipe de vacinação, da Unidade Básica de Saúde – UBS, fiz questão de agradece-las, eram todas mulheres, me senti representada, o mundo é nosso. No momento tenho apenas um desejo: que a vacina chegue para TODXS, é NOSSO DIREITO. Não tenho mais como ficar calada, o limite foi atingido.

Então, se cuidem, usem máscara, lavem as mãos, mantenham o distanciamento social. Tomem a vacina. Isso é respeito.

Vacina SIM! Vacina SALVA!

#vacinasim #salveosus #elenão

imagem arquivo pessoal, 2021

Joaninha elegante

Quase imperceptível a joaninha passou correndo – como quem tem pressa – não deu tempo interrogá-la para saber seu destino. Precisei me aproximar bastante para ver suas “bolinhas” – estava muito elegante – traje sofisticado. Me ensinou, “dona Joaninha”: apresse o passo sempre que necessário, mas não esqueça a elegância.

* imagem arquivo pessoal, 2021.