bruxas

As ditas “bruxas” na idade média – que morreram queimadas – eram mulheres extremamente poderosas, conectadas com seus ciclos e os da natureza, luas e intuição. Justamente por terem todo esse poder foram massacradas. […] Agradecer à sabedoria herdada, à vida que veio de tantas ancestrais até nascermos, e lembrar que tudo de bom que elas nos deixaram, segue conosco. Mas nos libertamos de toda dor vivenciada por elas para que sigamos nosso caminho livres! (texto Kareeemi)

eu, Vandinha (arquivo pessoal, 2021)

Dos livros que li…

WOOLF, Virgínia. Um teto todo seu. Trad. Vera Ribeiro; prefácio Ana Maria Machado – 2. ed. – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2019. p.67

imagem arquivo pessoal, 2021 (podemos tudo)

“É inútil dizer que os seres humanos devem satisfazer-se com a tranquilidade: eles precisam de ação, e irão provocá-la, se não a puderem encontrar. Milhões estão condenados a um destino ainda mais estagnado que o meu, e milhões vivem em silenciosa revolta contra sua sina. Ninguém sabe quantas rebeliões fermentam nas massas de vida que povoam a terra. Supõe-se que as mulheres sejam geralmente muito calmas, mas as mulheres sentem exatamente como os homens — elas precisam de exercício para suas faculdades e de um campo para seus esforços, tanto quanto seus irmãos; elas sofrem de uma contenção rígida demais, de uma estagnação absoluta demais, precisamente como sofreriam os homens; e é tacanhice de seus semelhantes mais privilegiados dizer que elas devem limitar-se a fazer pudins e costurar meias, a tocar piano e bordar sacolas. É impensado condená-las ou rir delas quando buscam fazer mais ou aprender mais do que os costumes declararam ser necessário para seu sexo.