Pisca-alerta

Minha intuição nunca falhou, mas eu falhei. Meu pisca-alerta foi acionado muito antes de você se mostrar indiferente mas não dei atenção, desviei o olhar. Recordo do dia que você me falou: “não tenho medo de te perder, ficarei triste, mas medo não tenho”, essas palavras ressoam como sinos até hoje nos meus ouvidos. Você me recomendou que eu também não tivesse medo de perdê-lo, respondi: “tenho medo de perder quem amo”, com um exemplo ridículo, você me comparou a sua apresentação naquele evento, o qual, segundo você, “não teve medo de que acabasse”. Tentei contra-argumentar mas você não levou a sério, já estava decido. Havia algo errado, você me falou para não me preocupar, “estava tudo certo”. Confiei. Ignorei meu pisca-alerta e segui sem cinto de segurança. Não consegui evitar a colisão. Vi cacos meus por todos os lados. Minha intuição avisou que o sinal era “vermelho perigo” mas apostei no “verde pode seguir em paz”.