ORAÇÃO À NATUREZA


“Abrir a visão aos mistérios da vida é ter caminhado com os pés no chão, com as mãos no universo, com os olhos na ancestralidade, com os ouvidos musicais e com o amor no coração. É assumir a felicidade da vida custe o que custar até a morte, mesmo que a alma sangre, mesmo que o desamor maltrate e as lágrimas sucumbam. E o milagre explode: a sabedoria dos tempos! Por isso, oremos à natureza para que a justiça se faça.” Eliane Potiguara

*fonte: Manda Lunar 2022, p.137

Nota

autoconhecimento

Mas nosso tempo é cíclico, tempo-espiral. Conhecer a Lua, as estações, o óvulo, cada um em seu ritmo, no seu ciclo e confluindo. Ser flor não é só ser esplendor. Ser flor é se permitir revolver a terra, lançar-se como semente, nutrir, florescer e reflorescer conectada com o ciclo pessoal e do universo.(Renata Stein) 

*imagem arquivo pessoal, 2022

Mandala lunar 2022 : um caminho de autoconhecimento / organização Ieve Holthausen, Naíla Andrade. –1. ed. — Porto Alegre, RS : Mandala Lunar, 2021.p.91

quarto de espelhos

eu ando pelo mundo arrancando as etiquetas que colam em mim. eu não caibo nas gavetas, caixas e prateleiras que me apresentam como destino.


minha partida é inteira. sou mais desatino e revoada do que ponto de chegada. quando me vês, sou outra, e a mulher que anda firme ao meu lado é uma versão atualizada de mim.


lamento bem pouquinho se te desagrado. e ofereço: teu olhar crítico viesse com cep, te devolveria compassiva cada uma das expectativas sobre quem você supõe que eu sou.

de brinde, te enviaria caquinhos deste quarto de espelhos que estilhaço a cada dia.

por irônico que pareça, quebradinho tem mais-valia nesse jogo que nos separa à serviço da mercantia.

por todas as vezes que me senti inadequada, o meu desagravo é me amar tim-tim por tim-tim, hoje, amanhã, sempre: respirando, acolhendo e celebrando esta que vou sendo… até o fim.

Nanda Barreto

não é apenas fazer força

Têm uma combinação de medicações, terapia, atividade física, leituras, estudos, meditação, oração, autoconhecimento, apoio da família, das amigas… é uma lista quase infinita.

Estou fazendo toda essa “engrenagem” rodar. É sobre isso, quando digo que existe um cansaço por ter que fazer força todo o tempo, cansa, muito.

Caminho, corro, tropeço, caio, choro, descanso e levanto novamente… Está sendo assim, todos os dias, me reencontrar e respeitar o que sinto. Sendo clichê, é uma mistura de montanha russa e trem fantasma.

Um texto autoajuda né? Quero deixar registrado que não sou a mais nova “zen iluminada”, é apenas meu processo. Estou me reencontrando e aprendi que está tudo bem chorar.

respeito

tenho respeitado meus sentimentos – todos eles – bons ou ruins. já não me escondo com a mesma frequência de meses atrás. assumo minhas risadas e também minhas lágrimas. quando o corpo pesa eu paro – aguardo. têm dias que danço comigo mesma, em outros quase não me suporto. autoconhecimento, caminho repleto de abismos. é uma aventura me (re)encontrar, todos os dias.