texto atualizado (uma versão melhorada)

imagem de @hlucatelli

Imagem de @hlucatelli que me faz lembrar das nossas ancestrais, mulheres sábias.
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Não é um texto para falar sobre reality show, embora esteja acompanhando o desenrolar da edição 21.
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Este texto é para falar sobre música. Gosto de música – na verdade eu amo música. Assim como a fotografia, a música exerce um poder misterioso sobre mim. Constantemente estou descobrindo uma banda, uma cantora, um cantor, uma canção nova.
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Uma descoberta musical de significado, foi a música “Triste, Louca Ou Má”, de Francisco, El Hombre, cantada por uma das participantes, da edição 21, do reality show do momento.
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Acredito que a letra dessa canção é um pequeno recorte histórico da luta das mulheres – aquelas que vieram antes de nós. As palavras dessa música versam sobre o feminino, dores, força e todos os estereótipos que carregamos por ser mulher.
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Qualificadas, julgadas, condenadas, pressionadas, discriminadas e etc. Definições ainda presentes na contemporaneidade – infelizmente não ficaram no passado.
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Desejo que nós – mulheres – aprendamos sempre um pouco mais sobre nossa história e, que consigamos “desatinar” sempre que preciso for.
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“Eu não me vejo na palavra / Fêmea, alvo de caça / Conformada vítima / Prefiro queimar o mapa / Traçar de novo a estrada / Ver cores nas cinzas / E a vida reinventar. “Triste, Louca Ou Má” Francisco, El Hombre

Citação

Dos livros que li…

DOEDERLEIN, João. O livro dos ressignificados. 1ª e. – São Paulo: Paralela, 2017. p.149

tatuagem (s.f.)

é cicatriz que a alma fecha. é marca de nascença que a vida se esqueceu de desenhar, e a agulha não. é quando o sangue vira tinta. é a história que eu não conto em palavras. é quadro que eu resolvi não pendurar na parede da minha casa.

é quando eu visto minha pele nua com arte.

ressignificar

* imagem arquivo pessoal, 2021.