sem formalidade

Desde ontem sinto vontade de escrever – um texto sentimental – apenas digitar as palavras a medida que elas vêm saindo, sem me preocupar com as regras gramaticais. Construir frases sem formalidades, derramar tudo que vem de dentro de mim. Minha alma tem buscado se (re)conectar com o genuíno do sentir – o amor – no meio desse caos que estamos enfrentando. Digo que está difícil, mas minha amiga me aconselha dizer que é desafiador – o desafio faz parte da caminhada – e quando somos desafiados nos sentimos mais fortes. Acho que o texto sobre sentimentos ficará para outro momento, hoje não consegui me derramar.

Nota

12

❤️,

Como eu gostaria de poder te ajudar, afastar de você essa dor que te faz perder o sono e o apetite. Queria poder te devolver sua risada, o brilho dos seus olhos e todos seus planos. Se fosse possível eu aceitaria dividir suas angústias comigo – não que eu te ache fraco – é que dói demais te ver sofrer. Prometo que vai ficar tudo bem – caso dependa de mim. Eu amo você – talvez nem imagine o quanto. Sinto.

cartase

Em 2020 resolvi sair de cena ao mesmo tempo em que a pandemia nos obrigou a ficar conectados. Dei dois passos para trás, não por opção, foi única alternativa que a vida me apresentou. Respeitei a decisão do outro e segui catando meus cacos que ficaram espalhados pelo chão, quando fui quebrada. Ainda tenho a marca dos meus joelhos ralados, das vezes que caí no chão, de várias alturas. Escrever foi um dos mecanismos de cura, terapêutico, que me agarrei. Cartase. Nunca foi tão libertador falar o que sinto e expor minhas dores sem o medo de parecer ridícula ou frágil. Me permiti sofre por amor. Doído e solitário. Tempo de autoconhecimento. Amadurecer é processo lento e não linear. Hoje, último dia deste ano esquisito que vivemos, revejo todos os passos que dei e sinto orgulho. Estou orgulhosa da mulher que me tornei, apesar de, consegui ressignificar muita coisa que trazia comigo. Conheci a bruxa que mora em mim, a velha guerreira de tranças. Me reconectar com minhas ancestrais e descobrir a força das mulheres foi o impulso que me tirou do poço escuro que me escondi. Há muito ainda o que aprender e evoluir mas tenho a consciência de que já não sou mais aquela, tímida e medrosa, agora me “mostro” e encaro meus medos de frente. Sigo acreditando na letra da canção que diz: “o amor é a única revolução verdadeira”. Que o amor nos salve.

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Luz

#feliznatal

Apesar de ser o Natal mais diferente que já vivi, há luz. A esperança por dias melhores é como um fio de uma teia de aranha, resistente apesar de frágil. Somos tão frágeis mas também resistentes. Resilientes. Que a luz dessa noite especial, nascimento de Jesus, reverbere por todo o mundo a esperança por dias melhores. Feliz Natal!

imagem arquivo pessoal, 2020.

limite

Parece que o toque passou a ser dolorido. Carinho é limite que não pode ser ultrapassado. Entre nós há muros.

Existe uma parede invisível entre nós que tem sido difícil ultrapassar. Talvez inconscientemente tenhamos construído esse limite. Nosso carinho, aquele de dedo, parece espinho e por receio de nos machucarmos evitamos o toque.

Não saber se posso te tocar é doído. Jamais imaginei pedir licença para poder segurar sua mão. Leio por aí que não se deve pedir carinho e que afeto não deve ser aceito em migalhas.

Busco entre livros, explicações científicas que me façam compreender essa dinâmica sem julgamentos. Tenho vivido a espiritualidade profundamente entre meditações, rezas, mantras e orações.

Meu desejo é estar consciente para assumir uma decisão assertiva e não olhar para trás, pois, é pesado demais carregar mágoas e rejeições por uma vida inteira.

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