Nota

Dos livros que li

[ WOOLF, Virgínia. Um teto todo seu. Trad. Vera Ribeiro; prefácio Ana Maria Machado – 2. ed. – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2019. p.92 ]

janela

A mente é decerto um órgão muito misterioso, refleti, afastando minha cabeça da janela, sobre o qual não se sabe absolutamente nada, embora dependamos dele tão completamente. Por que sinto que há cisões e oposições na mente, tal como há tensões vindas de causas óbvias no corpo? O que se pretende dizer com “unidade da mente”?, ponderei, pois é claro que a mente tem um poder de concentração tão grande em qualquer ponto e a qualquer momento que parece não ter nenhum estado único de ser. Ela pode isolar-se das pessoas na rua, por exemplo, e pensar em si mesma como apartada delas, numa janela superior, olhando-as lá embaixo. Ou pode pensar espontaneamente com as outras pessoas, como, por exemplo, numa multidão esperando para ouvir a leitura de alguma notícia.

imagem arquivo pessoal, 2021

2 comentários sobre “Dos livros que li

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