Sangue frio

Sinto correr nas minhas veias um sangue frio. Desde o dia que você me deixou senti que meu sangue esfriou. Quando penso em nós e em você ele percorre lentamente gelando minhas entranhas. É estranho. Tudo gelado. Me pergunto por quanto tempo ainda sentirei esse frio. Dor que não vai embora. Frio que não passa.

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A rede que acolhe

Quão bom é poder sentar numa rede e ser acolhida. Sentei na rede com todo o peso que trazia nos ombros. Meus cacos. Peso que dói. Joelhos ralados. Pés machucados. Coração partido. Chorei. Respirei. Escrevi. Compartilhei. A rede me acolheu, fez secar algumas lágrimas, me ofereceu conselhos e me arrancou um sorriso tímido. Rede de apoio. Atenção. Carinho. Cuidado. Empatia. Gratidão.

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Sobre a dor

Hoje a dor veio me visitar mais uma vez. Abri os olhos e ela estava me encarando. Percebi que ela estava mais forte e gritava muito. Pedi para se retirar mas ela resistiu. Me provocou ânsia e me tirou a fome. Ela conseguiu embaçar meus olhos durante todo o dia. Hoje ela me deu uma rasteira que esfolou meus joelhos quando caí no chão. O corte abriu mais uma vez e sangra.