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um espiral

crédito da imagem Pinterest

Não tem jeito, é espiral. Superar algo ou alguém é um processo espiral, corre-se o risco de voltar – mais de uma vez – ao ponto inicial do sofrimento. Repetir. Repetir. Repetir. Doer. Doer. Doer. Quem me dera conseguir controlar meus pensamentos – eles apenas vêm sem aviso – e me derrubam. Fico silenciosa, me reservo, quero poupar quem já ouviu minha história mais de “mil vezes”. Talvez para me proteger de mim mesma eu me tranque por dentro, é só eu e eu, mais ninguém entra. Passo o dia em guerra – entre engolir o choro e sorrir – é cansativo. Chego ao final do dia exausta, sinto meu corpo pesar – quero chorar porquê estou cansada. É um processo espiral e não posso fugir, não tem outra opção senão passar por ele. Dói.

o primeiro passo

O primeiro passo sempre é o mais difícil, não temos equilíbrio para sustentar o corpo e temos medo de cair.

Medo.

O medo pode nos alertar quando há perigo, nos proteger, mas também pode nos fazer parar.

Parar.

Sem movimento não existe crescimento – não estou falando de parar no sentido de descansar, respirar ou pegar impulso – e sim sobre ficar imóvel, congelar e paralisar.

Crescimento.

Ninguém nos avisou que crescer seria um “troço” desafiador – na verdade, difícil, bem difícil – não nos alertaram também, sobre as quedas, decepções, tombos e de todas as coisas que fazem parte do “pacote” no processo de crescimento.

O primeiro passo, o medo, o parar e o crescer. Todos eles juntos – amigos inseparáveis – fazem parte da construção da nossa história. Que não esqueçamos de (re)começar – como no primeiro passo – sempre que preciso for.

(Re)começar.

texto atualizado (uma versão melhorada)

imagem de @hlucatelli

Imagem de @hlucatelli que me faz lembrar das nossas ancestrais, mulheres sábias.
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Não é um texto para falar sobre reality show, embora esteja acompanhando o desenrolar da edição 21.
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Este texto é para falar sobre música. Gosto de música – na verdade eu amo música. Assim como a fotografia, a música exerce um poder misterioso sobre mim. Constantemente estou descobrindo uma banda, uma cantora, um cantor, uma canção nova.
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Uma descoberta musical de significado, foi a música “Triste, Louca Ou Má”, de Francisco, El Hombre, cantada por uma das participantes, da edição 21, do reality show do momento.
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Acredito que a letra dessa canção é um pequeno recorte histórico da luta das mulheres – aquelas que vieram antes de nós. As palavras dessa música versam sobre o feminino, dores, força e todos os estereótipos que carregamos por ser mulher.
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Qualificadas, julgadas, condenadas, pressionadas, discriminadas e etc. Definições ainda presentes na contemporaneidade – infelizmente não ficaram no passado.
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Desejo que nós – mulheres – aprendamos sempre um pouco mais sobre nossa história e, que consigamos “desatinar” sempre que preciso for.
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“Eu não me vejo na palavra / Fêmea, alvo de caça / Conformada vítima / Prefiro queimar o mapa / Traçar de novo a estrada / Ver cores nas cinzas / E a vida reinventar. “Triste, Louca Ou Má” Francisco, El Hombre

um presente (Juliete)

Não é um texto para falar sobre reality show, embora esteja acompanhando o desenrolar da edição 21. Este texto é para falar sobre música. Gosto de música – na verdade eu amo música, a arte em forma de música, assim como a fotografia exercem um poder misterioso sobre mim. Constantemente estou descobrindo uma banda, uma cantora, um cantor, uma canção nova. Uma descoberta musical que me tocou e fez todo sentido, no processo de autoconhecimento que encaro no momento, foi a música “Triste, Louca Ou Má” Francisco, El Hombre, cantada pela participante Juliete, da edição 21, do reality show do momento. A letra dessa música foi como um presente para mim, uma descoberta musical que aqueceu meu coração, a letra fala sobre o feminino e todos os estereótipos que carregamos por ser mulher. Somos qualificadas, julgadas, condenadas, pressionadas, discriminadas e etc. Que nós – mulheres – aprendamos sempre um pouco mais sobre nós mesmas e que consigamos “desatinar” sempre que preciso for.

“Eu não me vejo na palavra / Fêmea, alvo de caça / Conformada vítima / Prefiro queimar o mapa / Traçar de novo a estrada / Ver cores nas cinzas / E a vida reinventar. “Triste, Louca Ou Má” Francisco, El Hombre

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parei

Nas últimas semanas eu parei. Não tenho conseguido terminar a leitura da edição do mês de março da revista – e o mês de abril já está no final – livros, músicas, filmes e séries também seguem suspensos. Me deixa angustiada não conseguir fazer coisas que gosto. Meu foco – na verdade a falta dele – me fez parar de vez. Um freio brusco que não percebi como aconteceu. Parei. Escrever seja talvez a única coisa – na verdade é a única coisa – que consigo fazer no momento, pausa para me escutar, estado de catarse completo. Escrevo para me libertar. Grito de dor e choro. Desejo que as palavras não me abandonem, sem elas fica quase impossível respirar.